No ano de 1930, após anos de contínuas pesquisas, o japonês Dr. Shirota selecionou uma espécie de lactobacilos, resistentes à acidez do estômago e que, mantendo-se vivos no intestino, inibiam a proliferação de bactérias intestinais nocivas, promovendo o equilíbrio da flora intestinal (um balanço entre as benignas e nocivas).
Entretanto, uma vez que os benefícios imunitários não estão absolutamente comprovados, não é correto que os produtores o usem na publicidade e nos rótulos. Também há controvérsia quanto à diminuição do teor de colesterol devido à ingestão de leites fermentados, o que não deveria ser anunciada nos rótulos. Esta é uma situação que merece maior atenção das entidades competentes, como a ANVISA.
É importante perceber também que as bactérias presentes nos leites fermentados só podem fazer a diferença no organismo quando o consumo é diário e se uma grande quantidade sobreviver à passagem pela acidez do estômago. Mais ainda, o alto teor de açúcares desses alimentos acaba por ser mascarado pela publicidade, enquanto deveria ser maior alvo de atenção por parte dos consumidores, já que dietas muito ricas em carboidratos podem fazer mal à saúde.
Em suma, eles podem facilitar o trânsito intestinal e ser excelente fonte de proteínas, carboidratos, cálcio e magnésio, mas não necessariamente um copinho de leite por dia seja suficiente para a manutenção de uma flora intestinal bem equilibrada. Vale lembrar que uma alimentação equilibrada é fator determinante para o bom funcionamento gastro-intestinal.
Fonte:
http://dinakaufman.com/artigos/sobre-a-flora-intestinal/
http://cvdii.bireme.br/tiki-read_article.php?articleId=8
http://pt.wikipedia.org/wiki/Yakult
http://saude.sapo.pt/artigos/?id=756145
Stéfano - PET Farmácia/Saúde Pública
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